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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aviso às meninas

Querem ficar sem celulite? Passem mês e meio na Tailândia na época de calor. É que essa época é uma espécie de "Banho Turco 24 / 24 horas" :D

p.s.: Há 15 anos que esperava por este momento ;)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Update


Ainda relativamente a este post:

http://vimeo.com/21377695

domingo, 20 de março de 2011

Limpeza de uma praia tailandesa


Ao que parece, a comunidade imigrante birmanesa não é bem aceite aqui, na Tailândia. É um assunto delicado. Aos birmaneses é-lhes restringida a deslocação livre pela Tailândia, a inscrição dos seus filhos em escolas tailandesas, e até (para nosso espanto), a sua concentração em grupo na rua. Ser-se birmanês, não é um bom cartão-de-visita por estes lados, está visto.

É neste cenário que organizações não-governamentais vão surgindo para ajudar na sua integração na sociedade tailandesa, nomeadamente a escola Grassroots Human Rights Education and Development (para a qual há dois meses enviei o meu CV para trabalhar como voluntária e ainda espero resposta :) Mas adiante...).
A WD, escola de mergulho que o R. frequenta, tem procurado ao longo dos anos desenvolver actividades conjuntas com esta escola. Tanto a nível de educação ambiental como proporcionando-lhes um dia diferente, longe da discriminação que sofrem por serem birmaneses. E assim, surgem vários workshops de reciclagem de lixo, workshops sobre a vida marinha da região, e limpezas periódicas de praias.

A última limpeza de praia realizou-se há dois dias e tive oportunidade de participar. Acho que me tinha dado muito bem a trabalhar com estes miudos, se tivesse sido aceite nesta escola como voluntária. Mas o Universo lá achou que nao :)

Afinal, afinal...


... Sempre vim fazer argamassa para a Tailândia :)

Talvez nem todos saibam, mas viemos para a Tailândia por mês e meio para o R. tirar um curso de Dive Master (guia de mergulho).
Enquanto ele "aprende a ser peixe", passo os meus dias a relaxar e sim, a apanhar muitos banhos de sol e mar, já que a minha tentativa de trabalhar como voluntária, por aqui, saiu furada.

O curso que o R. frequenta não abrange apenas as questões ligadas com o mergulho em si, mas também assuntos como "recuperação de ambientes de vida aquática", "ecologia", "solidariedade", alguns dos quais tive a oportunidade de participar. Primeiro, ajudando a construir um recife artificial para peixinhos e seus predadores :) , e depois ajudando numa limpeza de praia, em colaboração com uma escola de crianças birmanesas.
Já tinha saudades de "meter a mão na massa" (se bem que na obra nunca tive esta oportunidade). Os meus trabalhadores iriam ficar orgulhosíssimos de me verem de espátula para reboco na mão! Ah, se pelo menos o Sr. Henrique e o Sr. Manuel pudessem ver as fotos!

terça-feira, 15 de março de 2011

Thailand, land of contrasts


A Tailândia é um país de contrastes.

Se por um lado o seu sistema de separação e reciclagem de lixo chega a qualquer ilhota remota, por outro as ruas cheiram mal pelos mesmos caixotes não serem lavados com uma frequência desejável; se por um lado os autocarros turísticos que fazem a ligação de pequenas vilas a Banguecoque são do mais moderno, com duas WCs e hospedeiras a bordo, por outro é habitual ver quatro pessoas a andar em cima de uma mota e sem capacetes; se por um lado tem um hospital em Phuket de impressionar qualquer profissional de saúde português, por outro vêem-se bancas de rua a venderem espetadas, onde a carne crua se encontra à exposição de 30°C, à espera de ser comprada e finalmente colocada na grelha.

Para não falar que se por um lado o povo tailandês é do mais tolerante e calmo e sorridente que há ("Thailand, land of smiles"), por outro, quando ultrapassado o seu "limite de tolerância", é capaz de mostrar o pior que há em si. Como o Yin e o Yang: ora está tudo calmo, ora está tudo f*****!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que não se explica

Lembro-me daqueles dias em que, de férias com os amigos, íamos para a praia por volta das dez da manhã, e regressávamos para as tendas de campismo só depois de ver o pôr-do-sol (por volta das nove da noite). As cores eram sensacionais! Laranja-avermelhado a tocar na cor de prata do mar.
Só depois de todo este espectáculo, e ainda com sal colado ao corpo cansado de tanto sol, é que o pessoal se dirigia para o parque de campismo para tomar banho e preparar algo para comer (entenda-se por esparguete com atum :) Ou salsichas!).

Uma das razões pelas quais o dia, aqui, na Tailândia passa tão devagar e ao mesmo tempo tão depressa, é que o sol põe-se às seis e meia da tarde, e como os mosquitos adoram devorar carnuça a essa hora, toca a arrumar a trouxa para regressar rapidamente aos bungalows. Em meia horita (vá, uma hora) estamos prontos para procurar um sítio para jantar. No ano passado, quando estivemos em Koh Chang, chegámos a deitar-nos às sete da tarde por não haver nada para fazer, a não ser, ser-se comido pelos mosquitos.
Claro, que os mosquitos são apenas uma das pequenas desvantagens em passar férias por estes lados. Desvantagem essa que acabamos por esquecer, mesmo quando no dia seguinte passamos o dia a coçar as pernas até fazer ferida. Desta vez, até se têm portado melhor, os mosquitos. Só me têm atacado enquanto durmo, e sem me acordar :D

Hoje foi daqueles dias que passei umas quatro horas na praia e ainda lá continuava por mais duas... Como é que se explica a uma pessoa do norte da Europa esta sensação maravilhosa, de passar o dia deitada na praia sem fazer nada? Sem planear nada? Apenas a ouvir o mar e a sentir a areia nos pés...

Alguém já me respondeu: "Ana, não se explica."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Não tenho dinheiro mas tenho braços!


Khao Lak foi dos sítios mais afectados pelo Tsunami de 2004.

Sem emprego e sem dinheiro, mas com tempo de sobra por Khao Lak, a minha intenção foi, desde sempre, oferecer-me como voluntária numa ONG local (cheguei mesmo a enviar candidatura à qual ainda hoje espero resposta). Finalmente tinha chegado a oportunidade de ajudar uma comunidade, que tanto sofrera.

Desilusão das desilusões, quando me apercebi que para se ser voluntário, p.ex. na escola que fica a 100 metros onde estamos alojados, tem de se "pagar". Ou seja, para seres professor voluntário, tens de fazer uma doação e só depois é que podes ensinar. Não é que não perceba que as doações sejam parte determinante para o sucesso de uma ONG, principalmente tratando-se de uma escola, onde são necessários materiais escolares para os alunos. Agora, o que não entendo é este "caminho único": se queres ser voluntário, paga. Porque não posso pagar com o meu trabalho?
Ora eu, desempregada e entretida com ginásticas financeiras, não me passa pela cabeça ir pagar para trabalhar de borla. Trabalharia de borla com todo o prazer, a ajudar o Outro. Agora, pagar para o poder fazer...? E com que dinheiro?
É triste... Querer e poder fazer algo por uma comunidade que tanto sofreu, e não poder. Por não se ter dinheiro :/ É triste... Verificar que a palavra voluntariado já teve, em tempos, outros significados...

Ao que parece vou ter de me conformar com as minhas idas diárias à praia, apanhar banhos de sol e de mar.
É que nem como voluntária me querem a trabalhar! Bolas... Há qualquer coisa que o universo me quer dizer e que eu ainda não percebi :)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Anita na Tailândia - parte 2


E vai a ver-se, estou de malas feitas para ir para a Tailândia, com voo já na próxima 3ª-feira. É isso mesmo: vou viver para a Tailândia.

Mas volto em Abril :) que é quando o sol brilha de novo em Hamburgo. Para aqueles que estavam a pensar em nos visitar no Carnaval, aqui a Hamburgo, adiem lá esses planos, porque não será este ano que o festejamos juntos.

Sim, viveremos numa cabana, quase à beira mar. E teremos todos os dias sol e calor. E paisagens maravilhosas. E depois, vamos voltar a sentir aquela sensação “NÃO QUERO VOLTAR PARA CASA!!“.

Se a coisa correr bem na Tailândia, ainda fico mas é por lá a vender cocos na praia.
“Olha o coooooco! É para a menina e para o bacooooco!”

Na véspera da minha partida para a Tailândia ainda vou a uma entrevista de trabalho, numa empresa do ramo da energia eólica (tudo a torcer por mim depois de amanhã, ok? ‘Brigadinha).

Prometo manter-vos a par das nossas aventuras. Fotos não irão faltar e tempo para as mandar também não :) Mas desengane-se quem pensa que vou andar a passear por toda a Tailândia. Bem gostaria mas como todos sabemos, “quando se tem dinheiro, não se tem o tempo, e quando se tem o tempo, não se tem o dinheiro”… ;)

Claro que vou estar on-line, por mail ou aqui.

Bom, bjs até qualquer dia!

Ana


p.s.: Hmm… Ora aí está uma boa ideia: aprender tailandês.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Koh Chang


Tailândia: uma descoberta para mim. O verde que nos rodeava, o sol que nos queimava, os cheiros e os sabores que nos enaltecia, a simpatia que nos abraçava em cada ponto daquela ilha. Uma vontade de não querer sair daquela terra, nunca...
Foram duas semanas para esquecer tudo e todos (desculpem!). De me deixar ser apenas mais uma peça deste extraordinário planeta. De deixar os sentidos mais primários tomar conta de mim.

Conhecemos pessoas com histórias extraordinárias como as de alguns europeus que foram até à Tailândia de férias e que nunca mais quiseram voltar ao seu país. E que assim o fizeram!
Ainda existem locais na Tailândia que nos despertam sentimentos estranhíssimos: de querer ficar e nunca mais voltar! É uma sensação de paz, de tranquilidade, de segurança, de pertença.

Há muito que este paraíso tinha sido descoberto por muita gente (até por nós no século XVI. Sabiam que um dos doces tradicionais tailandeses são os fios-de-ovos portugueses?). Normalmente por gente com dinheiro, e por isso acabávamos sempre por não "sonhar tão longe". Na verdade, não gastámos assim tanto. Valeu bem a pena. A viagem até lá, sim, é de se ficar exausto.

A Ilha do Elefante ficou para sempre no meu coração. Kòrp Kun Ka!

p.s.: Devo dizer que fiquei impressionada com a tolerância daquele povo perante homossexuais, transexuais e prostitutas. Isso, e as lâmpadas de baixo consumo em qualquer quiosque de rua! Não me venham com a história de que Tailândia é terceiro mundo! A ver se viajo mais para fora da Europa, para que os meus horizontes não se deixem afunilar!