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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Esqueçam o cabrito!


Pois o que eu quero mesmo para a ceiade Natal é um bacalhau cozido com tudo a que ele tem direito incluído!

E mais só tenho a dizer que a mala se encontra pronta para apanhar o comboio até Estugarda onde se realizará a festa de Natal da minha empresa. E só para a outra semana irei até Portugal. Não me parece que venha a ter tempo para aqui postar o que quer que seja antes de 2010, por isso:

Feliz Natal cheio de momentos doces, rodeados por quem muito vos quer e já agora, "alguns" docitos :D

P.S.: para Portugal levo a mala de sempre vazia, e a mesma predisposição para ganhar um quilo por perna por semana, como sempre...

domingo, 12 de julho de 2009

Festa no Bunker


Mais uma noite de sábado preenchida com festa. Mas desta vez, a festa foi num local... Diferente. Num bunker.

Com paredes de quase dois metros de espessura de betão armado, foi construído para fazer parte de um sistema de defesa anti-aéreo durante a Segunda Guerra Mundial (em triângulo, em cujos vértices estariam dois bunkers semelhante a este) sobre a cidade de Hamburgo. O betão com que foi construído foi desenvolvido durante essa época, um tipo de betão altamente resistente cuja "receita" nunca foi revelada a gerações vindouras...
A hipótese de o demolir, passou pela ideia de muitos, mas o custo dessa operação fez quase sempre desistir-se de tal projecto (*). E este, como muitos outros, acabou por ali permanecer até hoje.

Num dos bares nos seus espaços interiores possíveis para tal, realizou-se ontem uma festa latino-americana, com acesso ao terraço de onde se teve, sem sombra de dúvida, uma vista privilegiada sobre a cidade.

Para mim este bunker é como um fantasma que assombra uma das mais interessantes partes da cidade de Hamburgo (mas sem motins :) ), Sternschanze. Um fantasma tao grande que nem com os bares que lhe enfiaram dentro lhe conseguiram tirar esse estatuto. Podiam ter sido criados espaços interessantes ali mesmo, mas acho que ninguém teve coragem de o fazer: pegar no fantasma e devolvê-lo à cidade com nova cara, nova mensagem.

Existem vários bunkers pela cidade mas a maioria passa completamente despercebida (como o da estação central de comboios). Outros tornaram-se sítios especiais onde pessoas se reúnem para praticar escalada (por exemplo!) como aquele de que vos mostrei já neste blogue.

(*) E quem sabe se não será necessário no futuro...

p.s.: Mesmo tomando a decisão de os deitar a baixo, noutros bunkers em outras cidades, muitas vezes a operação falhou como na cidade de Berlim.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Finalmente, a festa!


O dia do meu aniversário começou muito cedo: às 9h começámos por tomar um cafezinho e comer um pastel de nata no café Caravela. Em Hamburgo existem vários estabelecimentos portugueses, felizmente! Quase nos sentimos em casa, não fosse o café servido do tamanho de um bombom! Por aqui, os cafés (expressos) portugueses são de tamanho ridículo!: “Desculpe, mas podia encher mais um pouco?”.

Por volta das 10h fomos até Mönckebergstrasse comprar a minha prendinha de anos: umas super botas com Gore-Tex (que impermeabiliza) e Polartec na zona envolvente dos pés. Por estas bandas a chuva e o frio é uma predominância, por isso, acho que fiz uma boa escolha. Dentro dos modelos do material dito “técnico” até que não são feias.

Depois das botas fomos até à Saturn, uma loja enorme com todo o tipo de equipamento eléctrico: 5 pisos! Fomos comprar as colunas de som, possíveis (€), que o R. demorou tanto tempo a escolher, para podermos ter música na minha festa. Serviram para a festa e já foram devolvidas pois mostraram-se serem afinal uma... * ... má compra!

Às 11h ainda nos faltava comprar umas coisitas portuguesas: 2 chouriços, tremoços, Vinho do Porto, Casal Garcia, bolachas Maria e ainda um porco de barro para assar as cheirosas chouriças!

Ao meio-dia estávamos em casa. Comemos qualquer coisa e tratámos da decoração e de arranjar a mesa com a comidinha tuga.

Antes de ir buscar o pessoal ao U-Bahn (metro) ainda conseguimos falar uns minutinhos com alguns amigos de portugal, em pleno passeio, via Skype. Descobrimos que o Espaço Comercial perto de nossa casa tem Internet wireless (à borla), mas só em alguns sítios se recebe bem o sinal... O passeio, em plena rua, é o melhor... (Agora frequentamos o Balzac Café, perto da Universidade. Sem saber, alguém anda a financiar Internet aqui ao casalinho português. É de lá que envio este mail).

Bom, a festa em si, foi gira! Todos aderiram ao programa gastronómico internacional e tivemos pratos salgados e doces:
Classificação: de * a ***** (eh eh)

POLÓNIA (Ania): tarte de maçã (um tabuleiro enorme); Pelo sabor e tamanho*****

TURQUIA (Kubre e namorado): pão turco (claro!!), a garrafa com chocolates, doces (tipo goma, que sempre quis provar em Portugal e nunca tive coragem) e vinho turco. Pela variedade e quantidade ****

CHINA (Dong Ying): hóstias de camarão (já bem conhecidas dos portugueses mas que muitos na festa nunca tinham provado), pequeninos crepes com legumes acompanhados com o molho agridoce (também já conhecido) ****

INDONÉSIA (Steven): arroz com legumes e camarões BEM temperado com Chilli (MUUUUITTTOOO Chilli); Foi o próprio Steven que cozinhou e graças a isso ainda se atrasou duas horas. Pela dedicação na confecção e sabor, aqui ficam as *****

ALEMANHA (Saskia): pasta de queijo com cebola e outros ingredientes (que não me quiseram dizer) para barrar o pão. Juntamente com esta especialidade, Saskia trouxe consigo um saquinho de sal. O sal era antigamente uma prenda valiosa (por ser rara) e sendo assim, riqueza de quem visita para quem recebe. Pela confecção e História leva *****

ALEMANHA (M. e O.): salada de batata. Batata por estas bandas é algo muito típico e vulgar. É das poucas coisas que eles conseguem produzir e que não têm de importar. Salada de batata é coisa obrigatória em qualquer menu alemão e existem mesmo prateleiras de supermercados cheias de “Kartoffel Salat” prontinhas a levar. Desta vez tive a oportunidade de provar salada de batata sem ser com molho de iogurte, mas sim com vinagre, típica da zona sul da Alemanha. Pelo sabor (muito bom) e dedicação na confecção *****

UCRÂNIA (Olga): folhado doce que coloquei na travessa de barro (portuguesa) que recebi como prenda. Complicado de cortar e não chamou muito a atenção do pessoal. Provei e era bom. Neste dia o U-Bahn interrompeu algumas linhas como a que Olga tinha de andar para vir à festa. Não querendo esperar, apanhou um Táxi. Pelo sacrifício (€) e vontade de chegar o mais rapidamente à minha festa *****

UCRÂNIA (Larissa): bolo. Também não chamou muito a atenção, ficando quase todo no prato. Mas leva na mesma **** pois trouxe para a festa o marido e o filhote

FRANÇA (Tomas): crepes, claro! Bons e que marcharam rapidamente! Mas pelo trabalho que teve, principalmente, leva *****

Umas 20 pessoas num espaço de 30 m2. A festa durou até às 2h00m.

Para mim e para os meus colegas das aulas de alemão foi a primeira oportunidade que tivemos de treinar a sério a língua deste país. Alguns de nós não falam inglês e fizemos um acordo: hoje falaremos apenas alemão.
No fim, já pelas 23h, de um grupo de 10 pessoas apenas uma não percebia português. E sentiu-se a reviravolta: o português, sem nos apercebermos, invadia a nossa sala. É sempre bom podermos comunicar na nossa língua...
E com a M. tenho essa hipótese, mesmo sendo alemã. Fez Erasmus em Portugal onde aprendeu português. Fala muito bem e por vezes até me esqueço que não estou a falar com uma portuguesa, pois da boca dela saem expressões do género: “Mas que porra!”, “Ana, diz-me uma coisa,...”, “Opá, então não é que o gajo disse que....”.

Minha gente, espero que tenham gostado da minha festa como eu gostei ;p