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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aquele Abraço


Meus queridos e queridas, estive em Portugal duas semanas e souberam-me que "nem ginjas"!
Os lugares são mesmo feitos pelas pessoas. Que seria de Coimbra, de Lisboa, de Pombal e de Viseu, se não fossem vocês? Nem eu nem o R. parámos nesses 15 dias! Muito obrigados! Para aqueles que não conseguimos ver, com quem não conseguimos estar, guardamos um carinho ainda mais especial! Quando nos encontrarmos, vai ser Aquele Abraço! Seja em Portugal, em Hamburgo, ou noutra parte do mundo!
Engraçado, que a nossa chegada a Hamburgo também não foi despercebida. Senti, quando cheguei, que tinha para quem correr a contar as novidades de Portugal. Hmm... É bom sentirmo-nos assim: que temos alguém à nossa espera. Seja em que parte do mundo for.

Lembram-se que levei a mala não muito cheia para poder trazer uns "miminhos" para terras germânicas? Ora aqui fica a lista dos meus miminhos: (uns adquiridos, outros emprestados, e até "cravados"!)

"Jogos da Noite", de Stig Dagerman - DEVORADO
"Breviário das Más Inclinações", de José Riço Direitinho - INICIADO (promete ser uma delícia)
"Cândido", de Voltaire
"O Grito da Gaivota", de Emmanuelle Laborit
"Regresso ao Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley
"O Faquir", de Ramiro A. Calle
"Expiação", de Ian McEwan
"Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", de George Orwell
"Comboio Nocturno para Lisboa", de Pascal Mercier (escritor alemão)
"Máscaras de Salazar", de Fernando Dacosta

E ainda tenho uns 4 em alemão que a minha amiga alemã me emprestou. Uuuii, mas esses custam mais devorar!

P.S.: tive uma queixa sobre os meus mails... (repare-se na apreciação): "Oh Ana, não dá para enviares os mails com espaçamento duplo entre as linhas? É que eu perco-me!"
(queria ela dizer: "É que eu perco LOGO a vontade de os ler!")
Que me dizem? Anda mesmo tudo pitosga? É que se eu meto o espaçamento duplo nestes mails, não vai haver patrão que não se aperceba que vocês os lêem em pleno horário de trabalho!!
(Parece que oiço uma professora minha: Andam para aí a ler mails e depois queixam-se que "o patrão não paga!")

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Devorando livros


Queria agradecer à S., mais uma vez, por me ter enviado livros portugueses, e ter despertado em mim novamente o gosto pela leitura. Já devorei os livros, claro! Adorei os dois! O "A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile", do escritor Gabriel García Márquez, foi mesmo um prazer lê-lo.
Tem sido um mês de cultura! Como não temos televisão acabamos por fazer coisas que em Portugal não era, para nós, costume. Exemplo: ler.
Quando dou por mim já estou na Internet há umas horas a ler sobre coisas da história portuguesa e de outros países. Acho que tento assim conseguir entender um pouco melhor o que significa ser portuguesa. E também conhecer melhor os países dos meus colegas de curso de alemão. São tantas culturas numa sala só...
É sempre uma paródia, a aula. Tudo corre tão harmoniosamente que até parece estranho! Nos países de alguns deles as coisas não estão muito tranquilas e pensar que alguns continuam mesmo em guerra... E eles (os meus colegas) estão cá, longe dos seus países: Tibete (será que foi tudo em vão?), Turquia (que entraram outra vez no norte do Iraque), Togo (nunca vi a minha colega a rir... acho que não sabe o que é :( ), Serra Leoa (palavras para quê?), Gana, Síria, Ucrânia, Cazaquistão.
No outro dia apareceu uma nova professora, a 6ª desde que começámos o curso. Aliás, nós nem deitámos fora os papéis com o nosso nome escrito, porque sabemos que a qualquer altura aparece um professor novo. Nesse dia lemos pela primeira vez um poema (até então só líamos os diálogos do livro) e ouvimos posteriormente em CD. Interessante, a aula, mas de um ritmo um pouco "lento de mais". Essa professora falou-nos que existe uma biblioteca com vários livros de várias países. Na esperança de encontrar alguns na língua de Camões, lá fui eu. Era a Biblioteca Central de Hamburgo. Grande! Mas saí pela mesma porta que entrei, desiludida... Os livros portugueses ocupam 5 prateleiras e são do mais velhinho que possam imaginar.
Na parte dos jornais encontrei o Público que li na integra. Parecia que tinha sede de informação. Estava habituada a ver televisão e assim saber rapidamente notícias do mundo. Agora a mesma informação tenho de obtê-la através da leitura. O que tem sido bom pois tenho tido tempo para o fazer, seja no metro, em casa ou na Internet. Acho que vou mesmo começar a encomendar alguns pela Internet. Algumas sugestões?