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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
'Tá tudo lixado...
P.s.: Para ter legendas em inglês, clicar em "CC" (canto inferior direito do vídeo) e seleccionar.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
E assim vai o mundo III
O metro é um dos locais onde se pode assistir às cenas mais interessantes.
Entrei na carruagem e sentei-me, como quase sempre, à janela. Ao meu lado, frente a frente, uma francesa e uma sul-africana. Pensei que se conheciam desde sempre pois falavam com um “à vontade” impressionante sobre as suas vivências aqui, na Alemanha:
Francesa: - “Em França não é nada assim! As pessoas falam umas com as outras na rua, cumprimentam-se mesmo sendo desconhecidos. Aqui não!!!”
Sul-africana: - “Pois! Na África do Sul também! Aqui é muito diferente. As pessoas não são simpáticas! Não falam com as pessoas na rua… A relação humana é muito estranha.”
(e esta conversa durou pelo menos uns… 10 minutos. 10 minutos para dizerem “à vontade” o que lhes passava na cabeça sobre este país. Em alemão :) Na verdade, para dizerem mal da Alemanha, o país que as acolheu)
Francesa: - “Pronto, saio aqui nesta estação. Gostei muito de te conhecer!”
Sul-Africana: - “Ah, mas olha, devíamos trocar contactos! Leva o meu, toma.”
Francesa: - “Trocar contactos? Para quê????? Tchau!”
Sul-Africana (com cara de tacho): - "Hmm...?"
Eu (em pensamento): “Isto é que vai aqui uma açorda…”
Imagem daqui.
quinta-feira, 11 de março de 2010
E assim vai o mundo II

A N. é colombiana. Um amor de "cachopa" como se diz na terra do meu pai.
No outro dia contou-me que tinha um encontro marcado com um rapaz alemão por quem achava que estava a começar a gostar a sério.
Passados uns dias perguntei-lhe como tinha corrido o encontro, ao que ela me respondeu "correu bem!".
Eu: - "Então e já são namorados a sério?"
N.: - "Isso ainda não sei..."
Eu: - "Então, porquê?"
N.: - "Ele ainda não me perguntou!"
Eu: - "Hmm... Olha que eu acho que nem vai perguntar. Isso, por aqui já não se usa."
N.: - "Mas na Colômbia, o rapaz tem de perguntar! Só assim é que realmente a rapariga sabe que são namorados!"
Eu: - "Mas aqui é diferente. Ele não sabe como é na Colômbia! Porque não lhe contas, assim, para lhe dar a dica..."
N.: - "EU?! Ele é que tem de saber! Eu não lhe vou explicar nada... E aliás, se ele não me perguntar, eu continuarei "oficialmente" sem namorado. Poderei fazer o que me der na gana com quem eu quiser, entendes?"
Eu, para os meus botões, "Isto é que está aqui uma açorda..."
Imagem daqui.
domingo, 16 de agosto de 2009
Menos uma pergunta
Quando saí de Portugal, não tinha dúvida nenhuma que as perguntas que existiam na minha cabeça sobre o mundo em geral teriam, mais cedo ou mais tarde, respostas.
O que procurava (e ainda procuro) é perceber como é que Portugal tendo sido / sendo o país que é (com grandes potencialidades), está como está. A única resposta que obtinha sobre esta matéria era: "Ah, os políticos e tal... Sabes como é!" (detesto quando me impingem um só lado da questão...!!).
Pensei que a melhor maneira para perceber o que se passava em Portugal seria conhecer outros países, compará-los e tirar uma conclusão.
Mas não é que a conclusão está a demorar um pouco mais do que eu pensava a ser tirada? E que estou completamente baralhada? E que cada vez mais tenho a certeza de que esta Vida não me dará tempo suficiente para perceber sobre isto? E olhem que, segundo uma amiga minha que SABE ler "as mãos", vou morrer "velha e seca". Portanto, estou a contar em ficar por "cá" pelo menos uns 90 anos.
Mas tenho conseguido obter algumas respostas. Não sobre Portugal, especificamente, mas sobre muitas outras questões.
E como não sou nada egoísta e porque gosto de partilhar algumas das minhas conclusões, aqui fica a referência a um pequeno filme (deste modo, não tenho de maçar os leitores deste espaço com textos de metro e meio). São só 40 minutitos que valem bem a pena!:
http://www.thewave.tk/
Mais informações sobre o filme / livro aqui.
(Não gosto de generalizações. Há diversos povos/culturas por este mundo fora. E generalizar sobre cada um deles, não é o caminho. Há coisas que acontecem e em nada estão relacionadas com a palavra cultura de um país... Vamos lá a reflectir um bocadinho!)
O que procurava (e ainda procuro) é perceber como é que Portugal tendo sido / sendo o país que é (com grandes potencialidades), está como está. A única resposta que obtinha sobre esta matéria era: "Ah, os políticos e tal... Sabes como é!" (detesto quando me impingem um só lado da questão...!!).
Pensei que a melhor maneira para perceber o que se passava em Portugal seria conhecer outros países, compará-los e tirar uma conclusão.
Mas não é que a conclusão está a demorar um pouco mais do que eu pensava a ser tirada? E que estou completamente baralhada? E que cada vez mais tenho a certeza de que esta Vida não me dará tempo suficiente para perceber sobre isto? E olhem que, segundo uma amiga minha que SABE ler "as mãos", vou morrer "velha e seca". Portanto, estou a contar em ficar por "cá" pelo menos uns 90 anos.
Mas tenho conseguido obter algumas respostas. Não sobre Portugal, especificamente, mas sobre muitas outras questões.
E como não sou nada egoísta e porque gosto de partilhar algumas das minhas conclusões, aqui fica a referência a um pequeno filme (deste modo, não tenho de maçar os leitores deste espaço com textos de metro e meio). São só 40 minutitos que valem bem a pena!:
http://www.thewave.tk/
Mais informações sobre o filme / livro aqui.
(Não gosto de generalizações. Há diversos povos/culturas por este mundo fora. E generalizar sobre cada um deles, não é o caminho. Há coisas que acontecem e em nada estão relacionadas com a palavra cultura de um país... Vamos lá a reflectir um bocadinho!)
domingo, 12 de julho de 2009
Algo não bate certo...
Há qualquer coisa de muito errada no mundo. E há imagens que valem mesmo por 1000 palavras.
E há coisas que simplesmente não batem certo...
E já agora, porque entretanto tive conhecimento do trabalho realizado por Nuno Coelho, aqui fica o link para um dos seus interessantes trabalhos, que vem mesmo a calhar para este post.
E há coisas que simplesmente não batem certo...
E já agora, porque entretanto tive conhecimento do trabalho realizado por Nuno Coelho, aqui fica o link para um dos seus interessantes trabalhos, que vem mesmo a calhar para este post.
quinta-feira, 19 de março de 2009
E assim vai o mundo

Estava eu sentadinha a fazer a viagem de suburbano, entre o meu local de trabalho e a estação principal quando um casal sul americano se senta no conjunto de 4 bancos onde eu estava. Costumo viajar sempre à janela para apreciar a paisagem. O casal, sentou-se frente a frente, ele ao meu lado e ela à minha frente. O senhor levantou-se para ir verificar na planta da rede de comboios colada por cima da porta de saída, provavelmente a estação em que deveriam sair. Nisto, chegados a uma das estações intermédias, entram passageiros e um deles, de origem africana (de pele escura),tenta sentar-se ao lado da rapariga sul americana. Reparo que a rapariga ao mesmo tempo que lança os olhos bem abertos ao senhor, lança também a sua carteira para marcar o lugar para o marido, e no seu alemão atrapalhado tenta dizer: "este lugar é do meu marido!". O senhor de origem africana olha para ela com cara de quem não percebeu o que ela disse, volta a tentar sentar-se no dito lugar, empurrando a carteira para o lado. A rapariga continua a refilar com ele mas desta vez em espanhol. O senhor educadamente lá ia perguntando, num alemão igualmente cambalhotante, "qual é o seu problema, senhora?".
Nisto, a Ana pensa: "ainda vai sobrar para mim!". E sobrou.
A rapariga põe-se a chamar pelo marido, começa a explicar ao marido a sua versão da história (e a Ana a perceber tudinho em espanhol) quando atira para a conversa "e esta que está sentada aqui à minha frente não disse nada!!!!". Bem, já estão a ver a cena: a Ana a corar e a nada dizer... Por fim, lá fomos sentadinhos, cada um no seu lugar, e o marido da senhora a dizer-lhe que o tal senhor não deve ter feito por mal.
É uma gaita isto de se ser imigrante, deixem-me que vos diga. Numa cidade onde existe tanta mescla de nacionalidades, culturas, a última coisa que eu quero é entrar em discussão com quem quer que seja.
Eu passo a explicar a MINHA versão da história: a sul americana, ao seu jeito explosivo queria guardar lugar para o seu marido. Como normalmente faz no país dela, lança a carteira para guardar lugar e ainda espera compreensão e apoio dos que viram a cena; o senhor de origem africana ao pensar que estava, mais uma vez, numa situação de descriminação por ter pele escura, quis dar a entender que se está num país livre e onde o racismo já não tem lugar, e cada um tem direito a sentar-se onde bem entende. Educadamente ainda tentou comunicar com ela, mas de nada serviu. Ele sentou-se e o racismo perdeu.
A sul americana foi para casa a pensar "raios partam os pretos!" e o de origem africana foi para casa a pensar "raios partam os brancos!" :)
E eu fui o caminho todo a pensar que durante este tempo em que vivo em Hamburgo ainda não consegui perceber onde está a fronteira entre o "intervir / não intervir". E cheguei à conclusão que assim vai o mundo: cada um a falar a sua língua, cada um a sentir-se incompreendido, cada um com as costas voltadas para o outro.
Não teria servido de nada eu explicar ao senhor em alemão o que aconteceu, nem explicar à senhora em espanhol o que aconteceu, porque nenhum me iria ouvir, pois naquele instante, o importante é o que cada um queria ouvir.
E assim vai o mundo.
(a foto tirei daqui)
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