
Temos um amigo dinamarquês a quem eu chamo de Big Friend, porque para além de ter um carinho especial por ele, ele é mesmo Big, enorme, tipo Viking. Conheci Thor num encontro europeu de juventude na Dinamarca.
Numas das primeiras vezes que Thor esteve em Portugal, juntámo-nos, Thor e o grupo de tugas que se tinha conhecido nesse encontro.
Fomos até ao Bairro Alto comer num restaurante fantástico de comida sul americana. Já não me lembro bem, mas penso que o restaurante era mexicano. Thor pede um bom belo bife que, tal era o seu tamanho, apenas conseguiu comer metade.
O dinamarquês é diferente do português. O português pensa: "estou cheio mas como paguei, vou comer tudo até ao fim!". O dinamarquês, não. Ele pensa simplesmente: "Estou satisfeito. Não preciso comer mais".
O Thor, satisfeito, vendo o Tiago observar o resto do seu bife, pergunta-lhe: "Queres?", ao que o nosso amigo responde "Não".
O dinamarquês é diferente do português. Para o dinamarquês, "não" é não, e só é preciso dizer uma vez. Para o português, não. Um não, é um "talvez", um "insiste mais duas ou três vezes, que eu aceito!".
Entretanto o nosso amigo vai ao WC e a empregada dirige-se à nossa mesa e retira os pratos de quem já tinha terminado de comer, incluindo a metade do bife gigante do Thor. Quando o Tiago volta do WC, repara que a metade do bife gigante desapareceu... Bem, nunca tinha visto olhos tão arregalados na minha vida, a não ser os do Tiago quando pergunta: "Opá! Que é do resto do teu bife? Deixaste-o levar??? Ainda tinha tanto!". E o Thor, muito calmamente, responde: "Mas eu perguntei-te, se querias...". E o Tiago: "Sim, eu sei! Mas... Quer dizer... Bolas...!"
No outro dia contei esta história ao meu colega mexicano, ao que me diz o seguinte (isto tem de ser partilhado!!!!!): "Por isso é que nós, latinos, percebemos tão bem as mulheres... É que elas nunca dizem o que verdadeiramente querem. Um sim, pode ser um não, e um não um sim. Hoje querem uma coisa, amanhã outra...E nós temos jeito em lidar com essa disparidade. Os do norte da Europa, não."
Como assim, amigo???
LOLOLOL ai que história divertida!bem apanhada a moral da história do teu colega mexicano eheheh
ResponderEliminarPois, sim... Mas, e em que é que ficamos? Terá ele razão?
ResponderEliminarOlha que eu acho mesmo que o teu amigo mexicano tem razão! E aqui estou a generalizar, atenção!
ResponderEliminarMas com as mulheres tem que se insistir "estás chateada?" "não.."
Secalhr se perguntares 3 ou 4 vezes, até está chateada...
Os homens sofrem...!
LOL
Claro que sim... Gostamos de teatrinho, de beicinho, de birrinha, de todas as coisas a que temos direito por eles não adivinharem sem nós dizermos aquilo que queremos!
ResponderEliminarEu nem espero pela pergunta - dou logo a resposta! Mas mesmo assim nao resulta... Se calhar é mesmo porque o meu B. nao é latino! :S :)
ResponderEliminarPois é meus caros amigos, na verdade não sei se é só um „problema“ português, ou se existem outras culturas afectadas pela doença da indecisão e incerteza nas respostas. De qualquer modo depois de ler este artigo, pensei:
ResponderEliminarOra porra já não me bastava a minha namorada (alemã) me ter feito reconhecer que regularmente recebe a uma pergunta a bendita da resposta „pode ser!“, ainda me vêm com esta do „não“ a querer dizer "estava a ver que nunca mais perguntavas, mas agora vou ser chato e vou dizer que não, toma! Ah, mas quero, claro."
Assim sendo sentei-me em frente a um belo café e pensei, ora se um gajo diz não a querer dizer sim, então quando digo pode ser estou a dizer..? Sei lá, se calhar:
* Faz como quiseres!
* Não estou com vontade mas pronto!
* Já que insistes!
* Até quero mas não me apetece decidir
* Sim claro era mesmo isso que queria.
Pois é, não é bem claro o que por detrás desta resposta se esconde! Mas pronto se calhar por isso é que nós somos tão inteligentes, e neste caso refiro-me aos portugueses, porque têm de estar sempre a deduzir e a pensar: "Caraças o que é que ele quer dizer? Hummm!"
Bem, se é um homem que o diz, então acho que podemos finalmente concordar com o meu colega. Com que então, nós (mulheres/latinos) não sabemos o que queremos...
ResponderEliminarMas pelo menos sei o que "não" quero :D Já é um começo...
Óscar: quanto à tua namorada, eu também tenho uma amiga alemã que se passa quando lhe digo "pode ser!". Tenho que lhe explicar que o significado que lhe damos é o seguinte:
* Olha... Ainda não tinha pensado nisso! Boa!
* Isso era altamente!!!
* Que fixe! E quando vai ser?
* Sim. Tinha outras coisas combinadas mas posso desmarcar para estar contigo porque prefiro!
* Pode ser! Sou livre! Posso ir onde me apetece e agora apetece-me fazer isso que sugeres, por isso, 'bora lá!